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Sara in Wonderland

Qua | 26.11.14

Élfico - Amor Efémero

Elfos, fadas, gnomos, sereias e outros seres do mundo fantástico aqui vão entrar. Preparem-se que o Élfico acabou de chegar. Histórias do bosque encantado eu quero vos contar, vem daí, elas vão começar...

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 Os elfos são seres da noite, seres que vagueiam pelo crepúsculo e seres guerreiros. Apaixonados, talvez, mas pela natureza que os rodeia. Seres da floresta, donos de uma beleza extrema, uma perfeição criada pela divindade!

Seres originários da terra e amantes da água. Maldosos, solitários, belos, com um rosto pálido e sem qualquer imperfeição, o porte digno de uma perfeição escultural, juntamente com as suas longas pernas. Seres maldosos, talvez, mas existia um que era uma excepção. Apaixonado pela vida, pelo mundo, pela natureza. Apaixonado, sem dúvida que seria a palavra ideal para o descrever. Renegado pelo seu povo por causa da sua extrema bondade, um verdadeiro poeta que via o mundo que o rodeia de uma forma diferente de qualquer outro elfo. Os seus longos cabelos loiros e perfeitamente lisos e olhos de um azul profundo. Elros Arcamenel, o príncipe dos Elfos.

 

As ninfas eram uns seres doces e também amantes da natureza, ao contrário dos elfos eram apaixonantes, sociáveis e seres do amanhecer. Fiéis a um só deus - Pã - aquele que era o deus das ninfas.

 

Durante a guerra, Elros apaixonou-se por Amarie Ar-feinel, uma ninfa do bosque do sul. Ela era bela, com umas linhas de rosto mais que perfeitas, cabelo enorme e castanho como o tronco do carvalho. Amarie, tal como todas as outras ninfas, era apaixonante com o seu lado doce, igualmente poético e esplêndido. Era impossível ninguém se apaixonar pela sua enorme e frágil beleza. Mas aquele amor era impossível. Mesmo com a guerra entre todos os seres feéricos finalizada, a guerra entre elfos e ninfas continuava a dividir os bosques. O sul das ninfas e o norte para os elfos.

As terras era divididas por uma só árvore que se encontrava numa larga clareira, bem no centro do bosque encantado. Esta não era uma árvore qualquer, era a árvore mais importante de todas, era a árvore mãe, aquela por onde os espíritos da floresta vagueavam.

Para elfos e ninfas não se cruzarem, as horas das rezas eram diferentes. Dias para as ninfas e noites para os elfos.

 

No meio da guerra, mas ao mesmo tempo de pura felicidade (apesar de escondida) entre Elros e Amarie, uma tragédia aconteceu. A paixão entre estes dois seres teria sido descoberta e mais tarde teriam sido encontrados mortos. Amarie morta num templo élfico e Elros perto do bosque do sul onde as ninfas viviam. O que teria acontecido? Quem tinha feito tal barbaridade? Desde aí, o nome dos amantes jamais seria pronunciado. E apesar da guerra ter chegado ao fim, ninfas e elfos não conseguiam conviver, pois o ressentimento ainda pairava sobre eles.

Um amor que acaba em tragédia, um amor efémero mas que reencontra a paz depois da morte. Agora, estando os dois em perfeita harmonia.

 

 

Um pequeno texto, uma pequena introdução para o Élfico. Dentro desta história poderá vir outras, estas personagens, outras personagens, os mesmos lugares, ou mesmo outros lugares. Foi uma pequena amostra, curta é verdade, mas aos poucos os textos serão melhorados.

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