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Sara in Wonderland

Dom | 17.08.14

Recordações na casa da avó

Quando chegamos da casa dos nossos avós acabamos sempre por sair de lá a rebolar. A rebolar de comida, a rebolar de amor, a rebolar de recordações! E é disso que venho aqui falar, da minha visita a casa Lisboeta. Nesta casa encontrei todas as recordações possíveis, desde os cadernos da primária, bonecos antigos e tudo mais, até me atrevo a dizer que é coisa típica de avó - guardar tudo, pois tudo é uma pequena recordação. E é verdade, tudo é uma pequena recordação. 

Desde ao tecto a uma simples toalha de mesa faz lembrar a minha infância, infância essa de quando vivia na casa da avó - e por isso, posso dizer que vou uma alfacinha de gema mas com umas raízes de Aveiro do lado da avó materna (daí adorar tanto o peixe, o mar e tudo relacionado! Afinal de contas, existe bastantes pescadores na familia. Está no sangue!)

 

 

Isto pode parecer estúpido ou não, mas a verdade é que o próprio tecto da casa da minha avó trás recordações. Recordações e eu deitada com o meu pai a imaginar mundos e mundos. A imaginar que cada florão podia ser uma personagem das histórias que criávamos. Boas memórias que sempre ficaram guardadas.

 

 

Outras das coisas que mais gosto de explorar na casa da avó são os livros. Livros com tantos, tantos anos que dão sempre um gozo enorme tocar neles e pensar que já passou por tantas mãos na família. Este é um deles! Um dicionário ilustrado com tantos anos, que admito que tive um certo medo de lhe tocar por estar tão fragilizado. 

 

 

Claro que não podia deixar de tirar fotografia que dá o tema ao blog - Fantasia. É essa palavra que reina no blog, na minha vida e nas minhas memórias (Calma! Também tenho os pés bem assentes na terra!). Mas por mais coincidência que seja, quando abri o dicionário antigo, foi logo nesta página que vim parar. Um pouco de magia, fantasia e sonhos nunca é de mais. É sempre para lá que sou transportada na casa da minha avó, casa pequena mas que faz lembrar as princesinhas. O que hoje chamam vintage, eu chamo conforto, carinho e avó! A minha querida avó.

 

 

Podem pensar que é um simples trapo, mas é mais, muito mais que isso! É um pequeno polvo que a minha bisavó falecida fez para mim quando eu era muito pequena. Este polvinho feito de trapos tem uns 20 e poucos anos. Tem um valor sentimental indescritível e que não trocaria por dinheiro nenhum deste mundo. Não, já não ficou na casa da avó! Este já está comigo, perto da minha cama e nunca mais se separar de mim. A minha bisavó tinha umas mãos de ouro, desde carpetes a edredão ela fazia e este... foi um polvo feito com os restos de trapos mas que é um polvo que andará sempre comigo. É um fofinho este polvinho!

 

 

No fim desta visita todos saímos de lá a sorrir. Até a Duda sorriu para a fotografia! Sim, ela também foi visitar a casa da avó e passear pelo jardim. Chegou tão cansada que quando chegamos a casa, não havia cão para ninguém e dormia que nem um anjinho.

 

Nada melhor que o mimo da família! E quando recordamos as coisas boas da vida ainda sabe melhor, não é verdade?

 

 

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